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Poesia: Ninguém

Ninguém busca um poema perfeito

Nem quem o lê, nem quem o faz

Buscamos juntos um texto justo

Que dê sentido ao existir

Desses que complementam o agora

Que interrompem o vazio das horas

Iludem e abonam as perspectivas

Descartam as aparas da agonia

Balançam as expectativas da mente

E nos faz sentir qualquer item

Absurdo, conjuntural e diferente

Do momento que se vivencia

Nas palavras singulares e plurais


De resto nada mais importante

Exceto a delicada e sinuosa opção

Incontestável de poder amar


Paulo Sérgio Rosseto, "Versos de Vidro e Areia" 2019, p.136


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